Ainda foi o mesmo Negrão quem se prontificou a ir a Franca,
então freguesia, a fim de tirar o talão de ciza para
a compra das terras dos Cravinhos, visto que, Ribeirão Preto
apesar de sede de município desde 12 de abril de 1871, era
ainda distrito de paz, por força da lei provincial número
51, de 2 de abril de 1870, e não tinha Coletoria.
Em seguida, voltaram os Barretos à sua terra
natal, demorando-se ainda alguns dias em São Simão,
na fazenda do Cel. Domiciano Correa, caçando veados. (Nota
do autor: Da "Expiação!... de Plínio dos Santos.)
Em novembro do ano de 1876, acompanhados de mais um
irmão, o Dr. Cândido Pereira Barreto, e de maior número
de escravos, retornaram os Barretos às terras dos Cravinhos,
iniciando logo as derrubadas para o plantio do café.
Se bem, que aqui estivessem residindo, antes de sua
chegada, devastando matas, Paula Machado, que foi quem plantou o
primeiro pé de café neste município, na atual
fazenda "Canta Galo", de propriedade do Cel. Francisco
Gomes Leitão, e depois, Francisco Cabral de Mello de sociedade
com Antônio José de Mello, conhecido por Mellão,
formando a "Monte Belo", e aqui vindos em 1862, e de outros
ainda, o certo é que após a compra das terras de Antônio
Caetano e volta dos Barretos, é que se inicia verdadeiramente
a história da fundação da cidade de Cravinhos.
José Christiano Barreto, filho de José
Pereira Barreto, sabedor também da excelência das terras
do oeste de São Paulo, por informações fidedignas
de seu pai e tios, levadas à Rezende, na volta da viagem
de exploração que empreenderam, três anos depois
da última partida deles, não podendo conter a ansiedade
de conhecer as novas paragens, pintadas com tão belas cores,
resolveu partir ao seu encontro.
Em companhia de seu tio Francisco e de sua avó
d. Francisca Barreto, no ano de 1879, pela estrada de ferro D. Pedro
II, que então já se estendia até a capital
paulista, chegaram a São Paulo, e depois, pela Ingleza e
Paulista, aportaram em Pirassununga, ponto extremo da última
estrada.
Nessa localidade, por motivo de enfermidade na pessoa
de um dos escravos que o seguiam, Zeca Barreto, como é mais
conhecido, teve de retardar a viagem, e só 15 dias depois,
com Joaquim Vieira de Souza, que ali conhecera, e que mais tarde,
aqui adquiriu terras, continuou a jornada a cavalo, vindo a 9 de
fevereiro de 1879, encontrar os parentes, inclusive seu tio e avó,
com quem viajara, e que haviam partido antes de Pirassununga.
Cuidada pelo seu tio Miguel, já havia uma pequena
lavoura de café, de 2 anos, ativando-se, no entretanto, os
trabalhos do preparo das terras para o prosseguimento do plantio
da preciosa rubiácea.
De Cravinhos, seguiu logo depois para Sertãozinho,
onde se achava seu pai, possuidor de uma fazenda que havia permutado
com Augusto Pereira Barreto, por uma parte da "Jandaya",
que lhe cedera o Dr. Luiz, sendo que outra porção
da mesma propriedade era pertencente ao Dr. Cândido.
Seu pai, reconhecendo nele bastante disposição
para o trabalho, deu-lhe extensa área de terra que foi logo
cultivada.
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