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Esta, ao contrário do que é hoje, oferecendo
com as modernas e sólidas construções e
sua bela arborização a mais agradável impressão
ao viandante, não passava duma larga estrada, ladeada
longe em longe, de prédios de bastante singeleza e na
maioria edificados por Zéca Barreto.
Raulino de Medeiros Marques, o Sapeca, como é
conhecido, instalado com negócio junto à grande
casa de madeira, onde funciona a máquina de beneficiar
café da fazenda 'Christianópolis', e que foi a
terceira aqui construída, reconhecendo os grandes e relevantes
serviços prestados por Zéca em prol de Cravinhos,
num movimento espontâneo e desejoso de prestar uma merecida
homenagem ao respeitável benfeitor, teve a feliz idéia
de encomendar por um pintor de São Simão, um artístico
letreiro com o seu nome e colocar na fachada de seu estabelecimento
comercial, procurando dessa forma dar nome à nossa primeira
rua. Zéca, porém, não consentiu em tal,
e como forte entusiasta do novo regime republicano, proclamado
apenas a um ano, fez substituí-lo por outro com o dístico
15 de Novembro, que ainda perdura denominando a nossa principal
via pública.
A Domiciano Fagundes deve-se também a construção
de várias casas na rua 15 e em outros pontos de Cravinhos.
A primeira, a margem direita do riacho Ribeirão
Preto, foi por ele mandada edificar e é a que serve hoje
de morada ao negociante José Ferreira Martins de Abreu.
Nela residiu por muitos anos com negócio de secos e molhados,
Lulu Medeiros.
No ponto onde está o sobrado de Manoel Gonçalves
Ferreira, o mesmo Domiciano fez erguer uma modesta habitação,
onde estabeleceu-se com pequeno açougue, o primeiro de
Cravinhos, José Leme.
E já que chegamos a um ponto avançado
da evolução dos primeiros tempos de Cravinhos,
sem nos determos nas 'etapas' de sua marcha progressiva, aqui
descrita em rápida e singela síntese, deixamos
para concluí-la assinalando as datas mais notáveis
de sua história contemporânea:
· 27 de abril de 1893: criação do Distrito de Paz de Cravinhos, por lei nº 125.
· 22 de julho de 1897: elevação à município por lei nº 511.
· 21 de dezembro de 1897: fundação da Sociedade Italiana "Lavoro e Fratellanza".
· 30 de janeiro de 1898: instalação da primeira Câmara Municipal.
· 18 de março de 1898: criação da Paróquia de Cravinhos.
· 01 de agosto de 1899: fundação da Casa Pagano.
· 02 de outubro de 1900: lançamento da primeira pedra da Igreja Matriz.
· 12 de março de 1904: é instalada a Fábrica de Macarrão de Sylvio Aldinucci.
· 21 de fevereiro de 1905: inaugura-se a imprensa com a publicação do primeiro número de "O Cravinhos".
· 23 de junho de 1905: inauguração da Igreja Matriz.
· 12 de julho de 1906: foi fundado o Club Athlético.
· 14 de julho de 1906: Paulino Augusto de Araújo funda a primeira linha telefônica.
· 16 de fevereiro de 1908: é criada a agência do Correio de Serrinha.
· 24 de maio de 1909: inauguração do Paris-Cravinhos.
· 12 de outubro de 1909: é instalado o Grupo Escolar "João Nogueira".
· 12 de setembro de 1909: é inaugurado o Clube Recreativo Esportivo e Literário.
· 04 de outubro de 1910: celebra-se o contrato para a iluminação elétrica da cidade.
· 06 de abril de 1910: inicia-se a reconstrução da Estação Mogyana.
· 18 de outubro de 1911: é lavrado o contrato para o abastecimento de água e esgotos.
· 28 de agosto de 1912: é criado o Distrito de Paz de Serrinha.
· 20 de dezembro de 1913: inauguração do Éden Theatro.
· 01 de novembro de 1914: foi inaugurado o Mercado Municipal.
· 07 de junho de 1914: inauguração do ramal de Serrana.
· 24 de maio de 1915: inauguração do novo edifício do Grupo Escolar "João Nogueira".
· 16 de novembro de 1917: foi criada a Linha de Tiro 481.
· 21 de janeiro de 1918: inauguração do serviço telefônico da Bragantina.
· 30 de abril de 1919: benção da nova Matriz de Serrinha.
· 09 de julho de 1919: inauguração da nova Cadeia Pública.
· 06 de maio de 1922: instalação do Clube Recreativo Esportivo e Literário no novo prédio.
· 02 de julho de 1922: inauguração da Estrada de rodagem.
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