Paróquia São José - Cravinhos/SP
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Ali chegados em janeiro de 1876 e acompanhados de escravos pagens, transportando enormes cargueiros, que haviam partido antes pela estrada de rodagem, prosseguiram até Jacarehy, onde os aguardava o Dr. Luiz Pereira Barreto, também convidado e pronto para acompanhá-los às plagas tão faladas do oeste.

  Depois de uma demora de alguns dias em Jacarehy, para descanso das fadigas que lhes trouxera a grande caminhada ao longo do Vale do Paraíba, os ilustres Barretos, seguros no feliz êxito da aventura a que iam entregar-se, puseram-se de novo a caminho, atravessando uma curta extensão do sul de Minas.

  Galgada a Serra do Sellado, pequena ramificação da Mantiqueira, desceram em Camanducaia, atravessaram os vastos campos do Ribeirão do Fundo. Passaram ainda pelo povoado de Antas, Ouro Fino, alcançando de novo terras do estado de São Paulo.

  Do Espírito Santo do Pinhal, primeira localidade que pisaram do território paulista, e viajando pela velha estrada real de Campinas, em fevereiro do mesmo ano aportavam em Casa Branca, hospedando-se no hotel de Zeferino Arantes.

  Os intrépidos excursionistas, em companhia de José Hyppolito de Carvalho, lavrador ali residente, que os procurou oferecendo-se para guiá-los e prestar-lhes as informações de que precisassem, visitaram várias fazendas do município.

  A primeira percorrida foi a da "Lage" que tinha apenas 60.000 cafeeiros, já formados, e que haviam dado no ano anterior 18.000 arrobas.

  Os viajantes aí ficaram cheios de admiração com tal prodígio. A terra roxa, sem dúvida, mostrava-lhes claramente o seu incalculável valor e nada mais podia fazer-lhes duvidar da sua excelência.

  Conheceram em seguida a propriedade agrícola chamada "Brejão" de D. Veridiana Prado, com 300.000 pés, de 3 para 4 anos.

  Encantados com o que acabavam de observar em suas peregrinações pelas belíssimas lavouras de Casa Branca, os Barretos não puderam ocultar cada vez maiores, o vivo interesse e entusiasmo de que se achavam possuídos.

  O Dr. Luiz chegou mesmo a manifestar-se numa 'roda' onde conversava animadamente: "Estamos maravilhados... S. Paulo dentro de poucos anos será o maior empório cafeeiro do mundo... Para isso só lhe faltam fáceis meios de transporte... Felizmente o paulista é inteligente e empreendedor, e, em breve, fará com que as estradas de ferro rasguem todos os seus sertões."

  Sabedor do desejo dos Barretos de quererem adquirir terras para a cultura do café, o mesmo José Hyppolito, que os fizera conhecedores de Casa Branca, aconselhou-os a prosseguirem viagem, vencendo mais algumas léguas de sertão.

  Falou-lhes de Ribeirão Preto, relatando a extraordinária fertilidade de suas terras, quase todas virgens.






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