Paróquia São José - Cravinhos/SP
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A 9 de agosto, do mesmo ano de sua chegada, sobrevindo, porém, uma grande geada e perdidas as esperanças de encontrar a recompensa de seu esforço, tão prodigamente despendido, abandonou Sertãozinho, e a convite de seu tio Francisco, que ainda aqui se achava e que, insistentemente, chamava-o às terras de "Canta Galo", terras que o Dr. Luiz comprara de Domingos Borges e lhe havia vendido, voltou à Cravinhos.

  Foi, a princípio, residir na "Restinga" (Fazenda Cravinhos) em casa de seu primo Barreto Ramos.

  A fazenda "Cravinhos" já possuía por esse tempo grandes plantações de café e nela se achavam construídos muitos prédios.

  O Dr. Luiz Pereira Barreto havia se retirado para São Paulo, onde fixou residência, deixando-a entregue à administração de seu sócio e irmão Miguel, que tinha para seu auxílio 60 escravos e os empreiteiros Manoel Lourenço, já falecido, e Antônio Palmeira, ainda vivo, residente na Comarca de Ribeirão Preto.

  Zeca Barreto adquiriu 40 alqueires das terras de seu tio Francisco, onde se acha hoje a fazenda "Christianópolis" e abriu nelas uma grande picada, indo descobrir a cabeceira do Ribeirão Preto, nas imediações do local onde se acha a sede da referida propriedade. Feita ali uma roçada, armou uma barraca, e no mesmo ano, com o auxílio de braços escravos, chegou a plantar 4000 pés de café.

Essa fazenda formada exclusivamente por ele, estendeu-se mais tarde por compras de terras que fez de Vasco de Tal e de José Jardim, filho do capitão Frederico Gomes Jardim.

  Em começos de 1880, com a abertura da grande estrada de rodagem de Boa Esperança, atual São Francisco, ao Chimborazo, notável foi o número de forasteiros que aqui apareceram com o desejo irresistível de adquirir uma boa parte das terras, já bastante conhecidas dos Cravinhos, e isso graças a importante série de artigos de propaganda, nesse sentido, publicada na "Província", hoje "Estado de São Paulo", pelo Dr. Luiz Pereira Barreto.

  Zeferino Carlos da Silveira, atraído pela fama justificada de que gozavam, adquiriu delas grandes porções, fazendo em breve surgir a fazenda "Ibiapina".

  Foi também nessa época que o Capitão Frederico Gomes Jardim, que durante algum tempo trabalhara como empreiteiro em "Monte Parnaso" de propriedade do Dr. José Pereira Leite, comprou 100 alqueires e tratou da formação da fazenda "Jardim", hoje pertencente a d. Rita Cândida Nogueira.

  Hospedou-se com Zeca Barreto, então residente numa grande casa de madeira, construída recentemente, e que corresponde a atual tulha da "Christianópolis".

  Descortinadas, pois, uma superfície considerável da amplitude territorial dos Cravinhos, com belas e extensas lavouras de café, restava que se abrisse a parte ainda inculta e onde se assenta a cidade.

Isso, porém, não tardou muito.






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