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Baseado no compromisso solene e público da comissão,
aliás composta de pessoas cuja honorabilidade está acima
de qualquer dúvida, e que bem compreendem as vantagens que, da
criação da diocese, resultarão para uma zona das
mais futurosas do Estado, responsabilizei-me perante a Santa Sé,
pela constituição do patrimônio, de acordo com o
que aí ficou assentado. Devo dizer-lhe agora que já entreguei
ao Sr. Núncio o memorial e mais documentos necessários
e que, antes do fim do ano, estará criada a diocese de Ribeirão
Preto.
Como vê V. Revma., a minha palavra está empenhada perante
a Santa Sé, não tendo eu outro interesse senão
o bem dos meus diocesanos e patrícios. V. Revma. sabe perfeitamente
que, se eu tivesse vistas humanas em todo este negócio, jamais
me empenharia, como o tenho feito, pelo desmembramento da diocese de
São Paulo, que terá de arcar com não pequenas dificuldades
para manter-se na altura a que a elevaram o zelo e a dedicação
dos meus antecessores.
Conto, porém, com a Providência e confio na santidade da causa que defendo.
Tudo isso quer dizer que, não obstante as dificuldades a que
se refere V. Revma., eu estou tranquilo quanto à sorte de Ribeirão
Preto, pois não admito sequer a hipótese de me ver colocado
em situação desagradável, depois do belo movimento
de fé e de entusiasmo de que aí fui testemunha. Não,
Sr. Cônego: é possível que algum pequeno incidente
venha pertubar um belíssimo plano de ressurgimento espiritual,
mas confiamos em Deus e na sinceridade dos homens bons e criteriosos.
Satisfazendo ao pedido de V. Revma., envio-lhe a lista das paróquias
pertencentes à nova diocese, dando-lhe amplas faculdades para
fazer o que lhe aconselhar o seu bom espírito em favor de tão boa causa.
Creio que os Revdos. Vigários e os bons católicos de
toda a zona lhe dispensarão as atenções que merece
o bom operário, e considero como dirigidos à minha própria
pessoa, e mais ainda à pessoa de Nosso Senhor, todas as provas
de consideração que lhe forem dispensadas no cumprimento
de sua santa missão.
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