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Compartilhando, como humilde Vigário da paróquia, da
satisfação da Exma. Autoridade Diocesana e vendo que com
a criação do Bispado não só a Cidade como
a zona da Diocese seria enriquecida de graças especiais, como
também de grande aumento e desenvolvimento religioso, respondi
que se a nossa residência servisse, estava à disposição
do Bispado. Sua Exa., aceitando minha oferta, disse que a casa era muito
boa e superior às das outras sedes dos Bispados, e concluiu agradecendo
à grande comissão a sua espontaneidade tão nobre
incumbência.
Passaram-se os tempos e nenhuma iniciativa partiu da nobre comissão.
Vendo o infundado conceito que corria sobre o espírito e religiosidade
dos fiéis desta paróquia, onde tenho consagrado com amor
e dedicação parte da minha existência, dirigi-me
ao Exmo. e Revmo. Sr. Bispo Diocesano, expondo-lhe os acontecimentos,
e pedindo autorização para percorrer as paróquias
que deviam fazer parte do Bispado, com o fim de estabelecer Comissões
parciais e conseguir, com o auxílio dos Revmos. Srs. Vigários,
donativos para a constituição do Bispado. O Exmo. Sr.
Bispo com uma carta animadora e muito honrosa, deu-me plena faculdade
para fazer o que meu espírito ditasse em favor de tão
boa causa, cujos documentos com os mais papéis referentes à
Diocese e Catedral ficam arquivados na Cúria episcopal".
Outro expediente do qual teve que se servir o Côn. Siqueira
para vencer os problemas que se lhe colocavam foi, como se disse acima,
o de fazer visitas às paróquias que formariam a diocese
de Ribeirão Preto. A carta à qual se refere o Cônego
Siqueira, na qual Dom Duarte o autorizou a assim proceder, é
a seguinte:
"São Paulo, 26 de Junho de 1907.
Revmo. Snr. Cônego Siqueira
Laudetur Jesus Christus.
É digno de louvor o empenho de V. Revma. pela constituição
do patrimônio da diocese de Ribeirão Preto.
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